quarta-feira, janeiro 21, 2009

RoadDevil - 17 Janeiro 2009

Programa de treino:

Aquecimento: Estava Sol...


Treino Especifico: Manobras avançadas
Ciclovia de Alhandra


Treino de Força
Estilo para ganhar endurance...


Material utilizado:
Raios Ambrósio vs raios Matias…
Mais Kgs nas descidas vs Menos Kgs nas subidas.
Selim giro e fofo Vs Selim giro e “kum catano”

Reforço alimentar:
2 Kgs de borrego no forno com batatas.
Pão, queijo e azeitonas qb
Sobremesa e café…
Para o lanche: 4 croissants, pastéis de nata e afins…

A Serra de Montejunto, essa continua por subir… para evitar o "overtrainning".
Próximo treino: Sopa da Pedra...

segunda-feira, agosto 25, 2008

I FREITA OUTDOOR CHALLENGE

Prova da Taça de Portugal de Corridas de Aventura 2007 / 2008
e
Mini-Raid

12 e 13 de Abril de 2008

Arouca - Portugal




sexta-feira, julho 18, 2008

II Raid de Orientação do Cabo Espichel


Raids de Orientação na Margem Sul não se podem perder.
Com partida do Castelo de Sesimbra, o percurso de Duatlo era composto por uma 1ª secção pedestre (11 Kms), com parque de transição para a secção de BTT junto ao Castelo de Sesimbra e Finish marcado na sede do GDU Azoia, na aldeia da Serra da Azoia.

Desta vez, não eram necessários alguidares para o parque de transição, bastava uma BTT, sapatos de encaixe e um camelback devidamente abastecido para um dia de calor extremo.
Equipado com chapeu, oculos de sol e uns calções curtos (santa ingenuidade), peguei no mapa e comecei a fazer contas à vida e às minhas pernas.
Ainda não tinha chegado ao 1º CP da pedestre e já me estava a arrepender de ter deixado as perneiras em casa. Ao 3º CP já tinha as pernas num verdadeiro Cristo e ainda não ia a meio da prova.
"Já não pode ficar pior que isto", pensei eu enquanto avaliava uma descida até ao próximo CP. Decidi arriscar e quando dei por mim estava a lutar só para conseguir sair do buraco em que me tinha metido.

Felizmente apartir daqui o percurso ficava mais limpo e a vegetação deixava de ser um problema. Cruzei-me entretanto com o Rui Marques e o Zen, que me deu uma dica preciosa para evitar mais algumas arranhadelas e tinha chegado finalmente à malha urbana de Sesimbra. Apartir daqui foi sempre a subir até ao Castelo com o Filipe Gomes da Brisa.

Chego finalmente ao parque de transição e o A.Neves passa por mim com uma transição ao melhor estilo de um verdadeiro Triatlo.
Com algum atraso e ainda a mastigar uma bela bananinha, arranco para o BTT com alguma hesitação. Sempre a descer até à lota de Sesimbra para depois subir até às Pedreiras do Zambujal. Apartir daqui foi rolar e apesar de alguns erros cometidos ao longo do percurso não houve precalços de maior.
A chegada ao campo de futebol da Azóia já foi feita com o tanque vazio e com os efeitos secundários do calor excessivo que se fez sentir durante o dia.

O Nelson, que tinha participado no Mini-Raid Pedestre, já estava à minha espera para mais de 1h. O Neves já lá estava à mais tempo... pelo que lhe dei logo os Parabéns por mais uma vitória numa prova dura e bastante renhida, apenas 22 segundos a separar o 1º do 2º classificado. Seguia-se o almoço e petiscada com as nossas Marias que aguardavam em casa com frascos de Betadine de 1L, pelo que as conversas e as despedidas na Azóia foram breves.

Esta doeu mas já está, venha a próxima...

quinta-feira, julho 17, 2008

XXI Triatlo do Ambiente - TAÇA DE PORTUGAL


Após uma semana de “estágio” de altitude no Gerês com um rigoroso plano de alimentação à base de carne mirandesa alternando com bacalhau à lagareiro, queijinho e presunto da região, tudo devidamente acompanhado por vinho verde tinto por causa dos antioxidantes, estava em pleno pico de forma para fechar a semana com o Triatlo de Oeiras.

Já em Oeiras mas com a cabeça ainda no Gerês, lá estava eu com a minha Comadre de alguidar debaixo do braço para entrar no parque de transição(PT) quando eis que sou interpelado por uma autoridade da FTP.
- Staff : “É proibido trazer alguidares para o PT.”
- Cromo do Alguidar: “A sério? Então e como lavo a areia dos pés?"
- Staff Anti-Alguidar: “Isso a areia faz parte pá…”, disse-me ele a rir com aquele ar de “És mesmo copinho de leite pá...”.

E pronto, agora já sabem, alguidares, corda da roupa, molas e sabão azul são estritamente proibidos no PT.
Entretanto, o meu Ironfriend ZEN já estava connosco e preparado para reviver os tempos em que a malta do triatlo ainda usava alguidar. Bons tempos….
Estavam reunidas as condições para uma excelente prova, o mar estava calminho, um sol radioso e uma moldura humana como nunca tinha visto numa prova de Triatlo. Afinal eles andem aí…

Natação… porreiro, Ciclismo… porreiro, Atletismo… porra.
Cá estava o clássico empeno em 3 fases. Felizmente era um Sprint, caso contrário tinha sido uma sova do caraças.
No final, o prazer de uma conversa com os amigos sentados à sombra de uma palmeira e o sentimento partilhado de dever cumprido. Só faltava mesmo o queijinho e um presuntinho.

Fica para a próxima...

quarta-feira, julho 16, 2008

PNPG - Parque Nacional Peneda-Gerês


Depois do Ultra Trail Geira Via Nova Romana, nada melhor do que passar uns dias de férias no Parque Nacional do Gêres a trilhar algumas Serras para descontrair.

Enquanto entrava no ritmo descontraido do Gerês, fiquei a conhecer o artista local que desenhou os incriveis quadros em grafite que estavam expostos no restaurante do Parque de Campismo. Grande artista e grande conhecedor da Serra e suas gentes explicou-me todo o processo e os diferentes temas dos quadros expostos.
No final da nossa longa conversa, já tinha indicações para percorrer um dos trilhos mais bonitos do Gerês, acessível apenas para os mais aventureiros pois ainda se encontra fora dos roteiros turisticos do PNPG.

Algures no trilho do Monte.

Espanha aqui ao lado...

Pé do Cabril.

Sem marcas de presença humana


E muito mais há para ver, descobrir e aprender nestas Serras que conquistaram a alma de Miguel Torga.
Sem dúvida um destino a repetir...

quinta-feira, julho 03, 2008

Ultra Trail Geira Romana - 1 Junho 2008


A Via Romana nº 18 do Itinerarivm Antonini ( um roteiro do séc. IV que chegou até nós), popularmente conhecida por “ Geira” é uma das estradas militares construída presumivelmente no ultimo terço do séc. I d.C., ligando Bracara Avgvsta (actual Braga) a Astvrica Avgvsta ( actual Astorga). Num percurso total de 215 Milhas.

Percurso de Bracara Avgvsta a Astvrica Avgvsta.

As características da estrada romana da “Geira”, aliando uma construção sólida a um traçado harmonioso, e o facto de ser durante séculos a melhor e talvez única via que atravessava a Serra do Gerês, tornando-se uma rota quase mítica para os povos da região, que a foram restaurando e utilizaram praticamente até ao nosso século.

No seu percurso, ainda hoje se assinala o traçado entre as milhas XXVII e XXXIV, na sua maioria evidenciadas por grupos de Milíarios, muitos dos quais epigrafados e cuja densidade por milha é um facto sem paralelo no mundo romano.
Nota: Os miliários eram marcos colocados na margem das principais vias romanas, a cada mil passos (o que corresponde a 1480 metros).

Marcos Milários na Mata da Albergaria – Milha XXXI

Já agora, só por curiosidade, a Via Romana da Geira, também consta da rota dos Caminhos de Santiago em Portugal, por na Idade Média ter começado a ser percorrida pelos peregrinos ostentando a simbólica vieira.
É caso para dizer... Todos os caminhos vão ter a Santiago.

terça-feira, maio 27, 2008

Arrábida "Limpa" - 22 Maio 2008


Decorreu no dia 22 de Maio mais uma actividade "Arrábida Limpa", iniciativa do ICNB. Estiveram presentes várias entidades, entre as quais o CAB-Clube de Aventura do Barreiro.

Depois de muitos mergulhos na Fonte-da-Telha e Lagoa de Albufeira, considerava o Portinho da Arrábida como dos recantos mais "limpos" e protegidos que tinhamos na Margem Sul. Pura ingenuidade...
O que à primeira vista parece limpo transforma-se numa verdadeira lixeira.
Façam o teste, da próxima vez que forem à praia/campo reparem com atenção no lixo à vossa volta. Porreiro não é?

Dá vontade de espetar com o fato de neoprene cheio de areia grossa nas trombas do primeiro palhaço que for apanhado a deitar lixo para o chão. Esta é a primeira reacção... a revolta. Após a fase de revolta, temos a fase da serenidade em que lidamos com este problema de forma mais adulta e madura, por exemplo, abordamos directamente o infractor dizendo algo do género: "Olhe desculpe, o senhor deixou cair esta garrafa de cerveja no meio dos arbustos..."

Se isto não resultar, não partimos logo para a cabeçada e chapada... está errado, não podemos entrar por esse caminho, temos de adoptar uma atitude educativa e de diálogo, reforçando o nosso argumento, por exemplo: "Olhe desculpe, a sua mulher ontem à noite teve de sair à pressa e deixou cá os sapatos no meio dos arbustos..."

Claramente muito mais eficaz...

quarta-feira, abril 30, 2008

Caminho de Santiago Trail Aventura 2008


Um Caminho em 5 Etapas...
Etapa 1: Ponte de Lima – Valença 35 kms
Etapa 2: Valença – Redondela – 35 kms
Etapa 3: Redondela – Pondevedra – 18 kms
Etapa 4: Pontevedra – Caldas de Reis – 23 kms
Etapa 5: Caldas de Reis – Santiago de Compostela – 42 kms

A chegada à Praça do Obradoiro foi emotiva, não pela adrenalina do sprint final mas pela serenidade “pós-prova”.
Deitei-me em frente da Catedral para dar descanso às pernas cansadas e sentir o calor do Sol enquanto observava o ambiente que me rodeava, é difícil de explicar o ambiente em Santiago, não sou uma pessoa religiosa mas dei por mim a reflectir sobre o verdadeiro sentido de empreender uma peregrinação a Santiago de Compostela.
Fiquei deveras assustado só de pensar na coragem que seria necessária para se dar o primeiro passo numa verdadeira “cruzada” até Santiago.

Mapa ilustrativo dos Caminhos de Santiago.

Tinha acabado de fazer 153 kms e no entanto percebi que tinha realizado apenas uma ínfima parte do Caminho realizado por muitos dos Peregrinos que me rodeavam. Quanto mais pensava no assunto mais impressionado ficava pela dimensão histórica dos Caminhos de Santiago.
Se nos tempos de hoje a simples ideia de fazer centenas de kms a pé assusta qualquer um, imagine-se na Idade Média em que ir a Santiago e respectivo Cabo Finisterre era considerado como uma verdadeira viagem até ao fim do Mundo… e regressar.

Quantos Peregrinos ao longo dos séculos terão cumprido a sua peregrinação até Santiago? Quantos meses/anos de Caminho teriam sido necessários?
Estas e outras questões deixaram-me pensativo e hoje estou arrependido por ter abandonado a Praça sem ter falado com um Peregrino para absorver um pouco da sua experiência vivida ao longo do Caminho. Sem dúvida, um aspecto a corrigir na próxima oportunidade. Algo me diz que esta não foi a última vez que me deitei à frente da Catedral de Santiago...

Para terminar, fica a citação de uma frase que encontrei e adoptei ao longo do Caminho:
Quem Caminha sozinho, concerteza chegará mais depressa, mas quem caminha acompanhado decerto chegará mais longe.”

Bons Caminhos...